Ultimamente em meu trabalho o pessoal tem conversado sobre qual seria um bom perfil de profissional para a empresa. Essa discussão, embora pessoalmente eu não goste desta coisa que rotular, acabou indo para um lado bem interessante. O que seria interessante nos dias de hoje : um “clínico geral”ou um especialista. Com toda certeza a maioria das pessoas diriam os dois. A segunda questão que coloco é : qual a proporção ? Mais clínicos ? Mais especialistas? Igual ?
Cada vez mais se fala que hoje é importante sermos poliglotas no que diz respeito a tecnologia/linguagens. É impossível você querer galgar posições no mercado sem ao menos conhecer mais de duas coisas (linguagens, SOs, Bancos, etc) . Com toda a certeza, muitos dos times que estão por aí, vão querer pessoas que sabem mexer com o sistema operacional (não precisa ser um gênio ou commiter do linux, mas saber usar bem vale) , pessoas que conheçam mais de uma coisa e assim tenham capacidade de sugerir soluções diversas, etc. Isso se “agrava”quando falamos em profissionais SENIORs (experientes) .
Ninguém quer um cara que só saiba Java e por isso só quer fazer tudo em Java. Pode ser que o melhor caminho esteja no uso de Ruby, Python , Php, Erlang, etc.
É cada vez mais procurado, admirado … pessoas que sejam multidisciplinares. Mas isso tem um preço.
O preço que vejo na maioria dos casos que temos pessoas que tem um conhecimento raso sobre tudo. São capazes de fazer o trivial (aquele passo a passo dos tutoriais) porém se algum situação exigir um conhecimento extra elas patinam e parte desesperadas para o google ou listas. Isso, ainda sim, pode parecer interessante, entretanto, ter especialistas é algo bom. Eles são aqueles caras que conhecem poucas tecnologias mas as conhecem bem e a fundo; são capazes de fazer desde o trivial ao mais avançado.
A questão é que ao desejar um poliglota com fluência em tudo, as empresas optam pelos dois extremos da mesma reta. Não vou dizer que isso seja impossível de encontrar pois, eu mesmo conheço pessoas que são, para mim, ponto fora da curva. A questão é que levar essa cobrança a todos vai gerar decepção e por consequencia desconforto.
Querer que um cara seja tão bom em programar client side (css, html, javascript – jquery e jquery ui,etc- , e outras coisas) e ao mesmo tempo seja ninja na parte server é querer que o cara seja goleiro e atacante do mesmo time ao mesmo tempo. Ter noção e conseguir safar a onça é uma coisa, agora saber a fundo destalhes de tudo é algo que deixo para as mentes mais avançadas.
Insisto que isso não é impossível porém exige muita dedicação e tempo. Coisa que uma pessoa que trabalhe pode não ter muito. Tempo para aprender, tempo para se aprimorar e tempo para se manter atualizado em tudo.
Em contexto como pesquisas e universidades, onde os prazos são mais elasticos, isso pode ser possivel mas em empresas a coisa é menos provável.
Enfim, deixo a pergunta que fiz lá no início: Clinicos ou Especialistas? Qual proporção?


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