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Viagens, opiniões e afins

by Andre Fonseca


“Porque decidi usar Python e/ou Rails e ser ágil”

Já a um tempo desde que fui apresentado a todo o movimento ágil por meio do Guilherme Chapiewski, Alexandre Martins, Evandro Flores… e desde que fui levado a novas tecnologias e linguagens por estes e por outros como Henrique Bastos,  que sempre que conversamos sobre o assunto com o pessoal que ainda não conhece nada sobre o tema, ouço toda vez as mesmas perguntas e frases:  Você usa ágil por ser idealista; você gosta dessas metodologias por ser nerd e gostar desses modismos; Ágil não é para gente que quer ganhar dinheiro? Python é coisa de universidade!  Ruby on Rails é para pequena empresa!

Uma primeira coisa que gostaria de deixar claro: Sou capitalista e gosto de ganhar dinheiro. Não tenho absolutamente nada contra os demais regimes econômicos existentes, nem a políticas, teses sociais e etc.  Sou um cara que acredita no trabalho e que devemos ganhar dinheiro com ele. Só isso.  Sendo assim, como uma empresa,  busco o lucro. E quanto maior minha margem de lucro melhor.

Margem de lucro, quando estudei macro economia na faculdade, em termo simples,  é quanto porcentos de dinheiro que você ganha frente ao custo daquela coisa que você “está vendendo”. De certa forma, vendemos nossas horas de trabalho… de um jeito que prefiro, vendo meu conhecimento para criar software.  Horas soa como operador de máquina. Operário.  Seguindo com o raciocínio,  para maximizarmos nossos “lucros”como desenvolvedores, temos que gerar o maior valor agregado para o nosso cliente com menor esforço possível.

Esforço no nosso caso é arquitetar soluções, criar ambientes, codificar, testar, instalar a solução para o cliente e depois dar a manutenção dele.  Claro que isso pode não aplicar a todos, mas pelo menos algumas das coisa citadas são feitas. Bom, se existir algo que me facilite realizar as tarefas acima e ainda permita que eu gere um alto valor para o cliente, seria sensacional, não ?! É exatamente isso que encontrei a adotar essas “novas” tecnologias (Python e Ruby existem a tanto tempo quanto Java)  e o fato de ser ágil .

Essas linguagens me permitem fazer com menos… Ágil permite eu me livrar de burocracias que não me ajudam e tomam meu precioso tempo.  Enfim, escolhi usar essas coisas pois quero ganhar mais dinheiro com menos esforço. Muitos, com certeza, irão me criticar dizendo que estou fora do ideal da comunidade. Eu gosto de ajudar e contribuir. Faço isso sempre que posso, a questão que o motivo principal que me mostrou valer realmente a pena em aprender coisas novas, investir para me inserir em novas formas de gestão foi o fato de eu ver que isso ajuda a melhorar meu trabalho e a ganhar dinheiro.

Um erro comum das pessoas que entram nessa nova onda é achar que só existe idealismo envolvido que o resto é mal ou desprezível. Dinheiro não é mal, é de fato o que move nosso mundo. Por que não mostrar que ser ágil, usar uma tecnologia aberto para fazer as coisas, usar uma linguagem mais simples, pode ser um meio de aumentar lucro? Pois é exatamente o que acontece.  Usar Git ao invés de CVS ou SourceSafe(exagerei)  é lucro: não pago licença por algo que é muito bom e além disso ganho com recursos que facilitam a vida do time.

Acredito firmemente que é preciso dar um sentido menos utópico as coisas.

Bem era isso… aguardo a opinião de vocês.

Published by Andre, on abril 20th, 2010 at 9:45 am. Filled under: agil,atualidades Tags: , , , , 4 Comments

Lumis contrata Analista Desenvolvedor Junior

Não é algo que eu faça com certa freqüência mas acredito que a vaga seja boa e interessante para muitos que leêm o blog. A empresa é brasileira e tem como atividade principal um produto de portal. Essa ferramenta de portal é muito interessante e concorre em igualdade com outras existentes no mercado ( Vignette, Websphere Portal, Oracle, etc) .

Mande seu CV para lumisit@lumis.com.br , coloque no corpo do email que viu a vaga no meu blog.

Desenvolvedor Junior (Projeto)

Conhecimentos necessários:

  • Estar formado em Ciência de Computação, Engenharia de Computação, Informática ou
    correlatos;
  • Ter 6 meses de experiência de desenvolvimento em projetos Web;
  • Ter conhecimentos nas tecnologias – PHP, ASP e .NET
  • Conhecer os conceitos de orientação a objetos
  • Conhecer Infra-estrutura, configuração e manutenção de servidores Apache e IIS

Conhecimentos desejáveis:

  • Ter conhecimento da linguagem XML, XSLT, SQL e DHTML;
  • Conhecer os bancos de dados: SQL Server 2000/2005, e MySQL.

Habilidade:

  1. Transformar projeto em implementação;
  2. Escrever código fonte em PHP, ASP e .NET;
  3. Avaliar a implementação;
  4. Executar os testes;
  5. Avaliar a execução dos testes;
  6. Depurar problemas no código;
  7. Pesquisar soluções tecnológicas;
  8. Controlar e cumprir prazos de suas tarefas;
  9. Alertar com antecedência sobre problemas;

10.  Comunicar dúvidas ou questões encontradas.

Atividades do Cargo:

Trabalhará alocado Analista/Desenvolvedor, com conhecimento em portais utilizando a plataforma Lumis Portal Suite (ASP). Ter alguma experiência com PHP, ASP e .NET

Estamos trabalhando com pretensão salarial

Published by Andre, on fevereiro 8th, 2010 at 9:51 am. Filled under: atualidades,noticias Tags: , , , No Comments

O bom, o feio e o mal em desenvolvimento – parte 2 – revisores e arquitetos?

E dando seguimento a serie sobre algumas coisas interessantes sobre o desenvolvimento, vamos para mais um novo capítulo.  [OFF] São tantas histórias vou acabar escrevendo um romance [/OFF].   Após a repercussão do primeiro artigo de mesmo nome, alguns conhecidos me procuraram para dizer que, existiam outras situações que poderia abordar dentro da série.  Uma dessas situações foi sobre estruturas de equipes de desenvolvimento e  com isso, acabei  me lembrando de uma época,  numa dada empresa, em que tínhamos a figura do revisor de códigos. É isso mesmo que você leu, meu amigo …revisor de código.

O revisor de código é o cara que após você ter implementado toda  a solução, antes de você colocar as sua alterações no CVS  (meu deus, antigo), ele vem e verifica se o seu código está bom, onde bom, significa dentro de um padrão que não está em lugar que não na cabeça dele.  Antes que me apedrejem em praça pública,  sei que nem todos são assim, e que em muitos tinha ou tem, regras de estilo bem claras e até automatizadas através de plugins em suas IDEs.

Revisar o código não é uma atividade ruim. Ter premissas de estilo e formatação é algo interessante pois padroniza e pode facilitar qualquer pessoa, que esteja acostumado com os padrões da empresa, ler o fonte e entender.  Essa preocupação, inclusive,  tem sido tema de discussões muito atuais e serve até de argumento para definir o uso ou não de linguagens ( sendo mais específico, são questões como expressividade, legibilidade, etc – suggar sintaxe) . A questão que eu coloco é isso passar o limite do bom senso e do razoável e se tornar uma ditadura sem direito de questionamento.

A própria situação de ter uma única pessoa responsável por zelar pela qualidade do código para mim já é algo péssimo.

Mas então? Qual é o melhor cenário?  O que pode ser feito, já que eu disse que qualidade e estilo são bons, se ter alguém revisando é péssimo?

Alguém aí, por acaso, disse … Programação em par!?!?!? Bingo!!!   Essa, no meu entender, é um bom caminho.  É bom, pois permite a troca, a interação. É bom, pois permite, que a responsabilidade seja de todos e não somente de uma única pessoa. Tira gargalos ( quem nunca ficou parada esperando o revisor ter tempo para ver e validar a implementação).  O time como um todo decide o que é melhor.

Nesse cenário as chances das coisas serem menos impostas e mais consenso são grandes. Não existe um ponto único e sim diversidade de visões.  O time fica aberto e sempre como abertura para melhorar ou experimentar, desde que todos concordem ou pelo menos seu par, que aquilo traz algum valor.

Observem – bem lembrado por um colega – que nem toquei no fato de revisão de tecnologia, arquitetura.  Na velhas e empoeiradas estruturas de fábrica,  tem casos em que além do revisor, tem ainda o grande e todo poderoso arquiteto que decide quais tabelas, quantas classes, como as classes são, qual linguagem, api, framework, qual papel higiênico, que  todos devem usar.  Para mim isso consegue ser pior que o revisor. Pois ele tolhe a inovação, o salto para frente.  não quero dizer com isso, que devemos fazer de nossos projetos um laboratório de novas linguagens e etc… estou dizendo que se existe algo que venha a facilitar porque não pelo menos olhar o que é …

Novamente transferir essa “responsabilidade ” para o time é a melhor coisa.  Pois se discute. Todos tem voz.  A chance de escolher algo interessante é maior… não fica a cargo de um louco que pode ser um tarado por novidades ou um louco que nunca deixará de usar Java 1.3.1 pois sempre funcionou e “não se mexe em time que está ganhando”.

Bem esse era meu recado… aguardo as opiniões de vocês.

Published by Andre, on janeiro 14th, 2010 at 1:07 pm. Filled under: agil,atualidades Tags: , , 5 Comments

O bom, o feio e o mal em desenvolvimento – parte 1 – testes automatizados

Conversando com um colega do trabalho, discutíamos sobre a questão dos testes automatizados. Confesso, que nessa altura dos acontecimentos de TI, esse assunto estaria mais que esgotado, porém para minha surpresa, existe gente que ainda insiste dizer que é “perda de tempo” e outros termos menos lisonjeiros.
Esse colega me contou de um projeto onde existiam diversos problemas e que o cliente estava bastante insastifeito, entre outras coisas, com a qualidade das entregas. Isso porque, segundo o próprio cliente, várias vezes as alterações feitas ocasionavame na quebra de funcionamento em outras partes que aparentemente não tinham relação com a mudança pedida.
Quem um dia já trabalho com portais, por exemplo, sabe a encrenca que isso é: páginas, conteúdo dinâmico, caches primários e secundários, gestão de conteúdo instâncias de serviços, etc. Com isso, o entrelaçamento das coisas  é enorme e qualquer alteração implica, considerando situação ideal, no teste de todo o portal. Testar o portal inteiro significa, para uma pessoa, horas e até dias de trabalho (se considerarmos portais de notícias como o G1 e o R7). Agora imagina testar todo o portal a cada commit que for feito… impossível né! não quando automatizamos nossos testes ao invés de delegar isso para uma pessoa.
Antes que comecem o apedrejamento em praça pública de minha pessoa, não estou dizendo para demitir toda a sua equipe de testes (os famosos homologadores). Estou dizendo que as coisas podem ser feitas com um pouco mais de inteligência e maior valor agregado para o cliente.
Voltando a história do meu amigo, devido a questões de negócio, optaram por não “gastar” tempo em criar testes automatizados e o cliente se prontificou em testar tudo que era feito através de sua equipe interna de testadores profissionais. Nem preciso dizer que esta é a raiz da insatisfação do cliente com o quesito qualidade do projeto. Fazendo uso de um ditado popular : “Cão com muito dono ou nenhum, morre de fome de sede” .
Nessa história, quem tomava a decisão estava com uma visão antiga e com prazo de validade vencido sobre a questão de testes. Eles realmente acreditaram ( e acreditam – daqui a pouco chego lá) que investir em automatizar testes é custo e não investimento.  Esqueceram de considerar a qualidade… pensaram somente que precisavam colocar no ar o mais rápido o possível o sistema e os “fins justificariam os meios empregados”. Eles já estão pagando o preço pela péssima escolha, mas como todo “cego opcional” eles, pasmem vocês, não querem que “percamos” tempo em fazer esses bobeiras e culpam os desenvolvedores de todos os erros chamando-nos de incompetentes.
A minha resposta para este conhecido foi simples: mude de emprego. Faltou alguém de visão no projeto para entender que teste nunca é demais. Testes automatizados são um ganho e não perda de tempo. Vejam que nem estou falando em TDD, estou apenas considerando os testes !!!!
Quando “cercamos” nossas as aplicações testes, no mínimo estamos tentando protejar a consistencia da aplicação, evitando que mudanças quebrem-na. Claro que esse testes poderiam ser feitos por uma pessoa, mas imagine o custo (dinheiro mesmo !!!! tempo!!!) para que isso fosse feito num tempo hábil e com um retorno rápido para o desenvolvedor… Teste automatizados garantem isso. Sua aplicação pode ser testado o tempo todo e com isso, mesmo pequenas alterações levam a testar o todo verificando se a integridade não foi quebrada.
Isso, apesar de no começo representar mais trabalho, no final, gera um valor agregado imenso pois as coisas são entregues quando realmente estão prontas e com uma qualidade minima. Caso ainda queiram passar pela equipe de homologação, essa ficará livre para testar os requisitos e não se campo numérico aceita string.
Na literatura corrente, e por isso não foi me extender mais, existem diversos livros, artigos, blogs, textos, twitter, etc mostrando e provando porque devemos usar testes automatizados. Porém, me assusta o fato de ainda existirem gerentes, diretores e donos de empresa que consideram isso perda de tempo. Para estes a previsão é sombria. O mercado está aquecido por isso qualquer “bundão” consegue vender algo. Haverá um momento de retração e nova expansão e aí, somente quem estiver pronto, ágil e preparado sobreviverá… e não acredito que esses caras que eu citei estarão preparados.
Bem isso, até a próxima.
Published by Andre, on janeiro 11th, 2010 at 12:05 pm. Filled under: atualidades,Informática,Java,TDD Tags: , , , , 1 Comment