Muito tenho escutado neste últimos dias sobre a questão do sucesso ou não do uso de metodologias ágeis.Principalmente com relação a entregas. Primeiro preciso dizer que não sou um doutor no assunto, nem pretendo ser, muito menos um profundo conhecedor, mas considero que tenho uma pequena vivência no assunto que me permite tecer alguns comentários sobre o assunto.
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Culpa nem sempre é do processo.
junho 26th, 2010Decisões Prematuras
abril 8th, 2010Quem lida com desenvolvimento de sistemas o tempo todo, ainda mais quando tem uma certa experiência – ou até é o mais experiente do grupo, sabe que o tempo todo deverá tomar decisões. Decisões estas de natureza diversa: desde uma contratação, uma demissão, quais tecnologias, qual arquitetura, licenças(argh), etc. Claro, pelo menos no meio que convivo, as decisões de carater mais técnico tendem a ser mais “leves” e, erroneamente, não é dada a devida importância ou seriedade que o assunto merece. Isso tem impacto direto sobre muitos produtos “estranhos”que acabam sendo entregues que, para o usuário leigo, pode até passar desapercebido porém alguém com perfil mais técnico chega a ser gritante.
Imagine você que seu time está começando um novo projeto. O dono do produto começa a conversar de forma ampla do que ele espera e das interações que ele espera que os usuários terão, etc. Ele aproveita e também fala sobre a quantidade de acesso que ele espera para aquilo, tempos de respostas, etc. Quem é desenvolvedor, assim como eu, nessas horas não consegue escapar de ir já imaginando a arquitetura do projeto, como as coisas vão interagir, etc. Pela experiência que tenho isso pode ser uma armadilha fatal.
Otimizações e arquitetura prematuras, no meu ponto de vista, são uma das maiores fontes de problemas de projetos. Dentro do príncipio Lean (justo necessário) de desenvolvimento, devemos nos ater aos problemas que existem e não aos que existirão. Fazer a coisa de forma a facilitar evoluções sim mas não “dê um passo maior que a perna”. O que vejo são verdadeiro monstros de empilhamento para um requisito de baixo número de usuários, zero de evolução, etc. Um exemplo para facilitar: Imagina que o cliente quer que você faça um site para empresa dele. Esse site será pouco acessado e servirá apenas, num primeiro momento, para ser uma página informativa da empresa. Num futuro, assim que os negócios decolarem, ele irá desenvolver uma mega ferramenta, mas não agora… já vi muito gente fazendo sistemas em mil camadas, com cache, banco de dados oracle mega 3 plus, etc… Sendo que, se fizesse tudo com html estático, funcionaria perfeitamente.
Prefiro que as coisas evoluam organicamente. Isso significa dizer, que a medida da necessidade as coisas vão sendo alteradas para melhor atender. Novamente insisto que também não é para fazer uma parada em html e depois querer com pouco esforço torná-lo dinâmico. Pense em Darwin: evolução é perpetuação do mais aptos ao ambiente. Simplificando seria que a medida que nossos sistemas vão crescendo vamos deixando as coisas que funcionam bem dentro daquele contexto de requisitos e vamos alterando ou trocando as coisas contrárias.
Diante de tudo dito acima, fica claro que bom sistemas são aqueles que mudam !!! Não pense que conseguirá fazer uma aplicação mágica que será capaz, depois de ”pronta”, de se adaptar a todos cenários possíveis. Até porque precisamos de trabalho né
. Software não é como um prédio, associação que muitos fizeram e fazem erroneamente . Software está muito mais parecido com algo orgânico que vai crescendo e sofrendo mutações.
Num próximo artigo pretendo trazer a questão do empilhamento e horizontalidade. Essas duas coisinhas que quase ninguém sabe ao certo os seus reais valores e como (e quando) usá-los.
Histórias Técnicas – eles devem estar no backlog?
janeiro 21st, 2010Jack Milusnk, em seu blog The Agile Buddy Blog, escreveu um excelente post sobre a questão da histórica técnica. Em tomei a liberdade de escrever uma versão (não tradução) em português do texto. Para quem quiser ler o texto original, acesso o post aqui. Comentários com ajuda na tradução e opiniões são bem vindo.
Se você ainda não é um membro do grupo de desenvolvimento SCrum do yahoo, você deve considerar se juntar rapidamente. Existe, no fórum, uma verdadeira fortuna de informação que a todo tempo muda de mão e, você pode muito nas interação que acontecem ali. Inclusive, recentemente houve um intenso e caloroso debate sobre a questão das histórias “técnicas” (talvez aqui fosse melhor o termo – backlog técnico;<em>technical stories</em>A questão acima foi se um débito técnico deveria ou não aparecer no backlog do time. Se eles aparecem no backlog, significa que coisas técnicas podem ser priorizadas pelo P.O. (product owner – dono do produto). Isto não parecer ser uma boa ideia pois, o PO, na maioria dos casos, irá dar mais valor para as funcionalidades e <em>features</em> do sistema dele em detrimento a parte técnica. Um exemplo disso, histórias técnicas, seria : “Instalar o Cruise Control”; alterar o banco de dados de MySQL para Oracle, configuração do VMWare etc. A maioria dos grandes pensadores e formadores de opinião do fórum, argumentaram que histórias técnicas de forma alguma deveriam aparecer no backlog. Mas tudo que precisa de recurso de desenvolvimento deveriam aparecer no backlog.Se der uma olhada na definição vind do guia do Scrum (scrum guide no scrum.orgs), encontrará o seguinte:“O backlog do sprint consiste nas tarefas que o time deve realizar para incrementar o backolog do produto na direção do status pronto… Isto é, todo o trabalho que o time identifica como necessário para atingir o objetivo do sprint.”Então, qual é a resposta correta?Minha resposta é que depende… depende do contexto. Por exemplo, se a definição de pronto leva em conta ter testes unitários, testes de aceitação automatizados, etc, então estes itens não precisam estar explicitamente identificados no backlog. Isto é, coisas que são feitas pelo time e não existe negociação. Assim, as estimativas precisam incluir o tempo necessário para completar todos estes elementos que fazem parte do conceito de pronto.Naquelas situações, onde um dos membros sugere – “Como membro da equipe de desenvolvimento, eu quero que os testes unitários existentes devem ser executados pelo Cruise Control ( integração contínua) de modo que eu sei quando algo quebra”. Bem, esta é uma história bem escrita e que define bem a necessidade, mas ela não tem nenhum valor final para o usuário (PO), pelo menos não diretamente. Neste caso específico, eu sugiro o seguinte:Este tipo de história, definitivamente, não pertence ao backlog do produto, mas pode ser uma tarefa que existiria no backlog do sprint. Alguns amantes de XP poderiam dizer que não faz sentido por trabalharem sempre no nível de histórias, para o planejamento, enquanto que o Scrum fala mais em tarefas. Se o time estiver trabalhando com tarefas, este tipo de atividade – histórias técnicas – devem aparecer no backlog e ter o esforço estimado. A maioria das pessoas de XP vão dizer que é isso é micro-gestão.Se você ainda não é um membro do grupo de desenvolvimento SCrum do yahoo, você deve considerar se juntar rapidamente. Existe, no fórum, uma verdadeira fortuna de informação que a todo tempo muda de mão e, você pode muito nas interação que acontecem ali. Inclusive, recentemente houve um intenso e caloroso debate sobre a questão das histórias “técnicas” (talvez aqui fosse melhor o termo – backlog técnico;<em>technical stories</em>A questão acima foi se um débito técnico deveria ou não aparecer no backlog do time. Se eles aparecem no backlog, significa que coisas técnicas podem ser priorizadas pelo P.O. (product owner – dono do produto). Isto não parecer ser uma boa ideia pois, o PO, na maioria dos casos, irá dar mais valor para as funcionalidades e <em>features</em> do sistema dele em detrimento a parte técnica. Um exemplo disso, histórias técnicas, seria : “Instalar o Cruise Control”; alterar o banco de dados de MySQL para Oracle, configuração do VMWare etc. A maioria dos grandes pensadores e formadores de opinião do fórum, argumentaram que histórias técnicas de forma alguma deveriam aparecer no backlog. Mas tudo que precisa de recurso de desenvolvimento deveriam aparecer no backlog. Se der uma olhada na definição vind do guia do Scrum (scrum guide no scrum.orgs), encontrará o seguinte:”O backlog do sprint consiste nas tarefas que o time deve realizar para incrementar o backolog do produto na direção do status pronto… Isto é, todo o trabalho que o time identifica como necessário para atingir o objetivo do sprint.”Então, qual é a resposta correta? Minha resposta é que depende… depende do contexto. Por exemplo, se a definição de pronto leva em conta ter testes unitários, testes de aceitação automatizados, etc, então estes itens não precisam estar explicitamente identificados no backlog. Isto é, coisas que são feitas pelo time e não existe negociação. Assim, as estimativas precisam incluir o tempo necessário para completar todos estes elementos que fazem parte do conceito de pronto.Naquelas situações, onde um dos membros sugere – “Como membro da equipe de desenvolvimento, eu quero que os testes unitários existentes devem ser executados pelo Cruise Control ( integração contínua) de modo que eu sei quando algo quebra”. Bem, esta é uma história bem escrita e que define bem a necessidade, mas ela não tem nenhum valor final para o usuário (PO), pelo menos não diretamente. Neste caso específico, eu sugiro o seguinte:Este tipo de história, definitivamente, não pertence ao backlog do produto, mas pode ser uma tarefa que existiria no backlog do sprint. Alguns amantes de XP poderiam dizer que não faz sentido por trabalharem sempre no nível de histórias, para o planejamento, enquanto que o Scrum fala mais em tarefas. Se o time estiver trabalhando com tarefas, este tipo de atividade – histórias técnicas – devem aparecer no backlog e ter o esforço estimado. A maioria das pessoas de XP vão dizer que é isso é micro-gestão.
Qual melhor dia para começar e terminar um sprint – Jack Milunksy
janeiro 7th, 2010Pessoal, hoje li no blog Agile Buddy do Jack Milunsky um interessante e pequeno artigo em que ele reflete sob qual seria um bom dia da semana para começar e terminar o sprint. Eu tomei a liberdade de escrever uma versão em português para vocês. Caso queiram ler o original cliquem aqui
Primeiro, que fique claro que o tamanho dos sprints sempre devem ser consistentes.De qualquer jeito, experimente 1 fazer sprints com duração de 1, 2 ou 3 semanas mas uma vez que acha o melhor cenário adote-o e siga-o. Isto é importante para definir um ritmo na empresa. Entretanto, a questão é quais dias são os melhores para começar ou terminar o sprint. Até agora, eu tenho sido um fã de começar na segunda e terminar na sexta-feira. Me parece ser uma cadência natural e os dias acabam por se tornar pontos de transição lógica.Porém, nesta semana, houve uma discussão no forum de desenvolvimento Scrum, e um número razoável de pessoas disseram ser a favor de começar não na segunda e sim na terça; terminar na quarta e não sexta. Os motivos para isso foram os seguintes :1 – Existem muitos feriados na segunda e sexta que acabam por interromper o ciclo e com isso o ritmo.2 – Se tiver algum problema no sprint e ele termina na sexta, isto possívelmente forçará o time de trabalhar no final de semana – algo normalmente evitado pela comunidade ágil.3 – Sexta feira acaba sendo um dia não muito produtivo pois o pessoal tende a se dedicar a demos, restropectivas, etc.Pelo aprendizado, eu preciso experimentar isso.Qual tem sido sua experiência?Jack
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