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Viagens, opiniões e afins

by Andre Fonseca


Pyccuracy – Uma boa ferramenta de teste. Coloque-a na sua maleta

Ultimamente, no meu emprego atual, tenho a oportunidade de usar um excelente framework de testes de aceitação brasileiríssimo que é o pycurracy . Ele é uma ferramenta feita em python que permite que você escreva suas histórias de aceitação em linguagem natural. Isso significa dizer, que você pode escreve o seu teste em português.

Não preciso dizer o quanto isso traz de vantagem. Só para citar, uma das mais imediatas, pelo menos para mim, é a questão da documentação.  Quem já está na estrada um tempo, sabe como é uma verdadeira luta manter documentações atualizadas do produto.  Tudo sempre começa bem, mas com o passar do tempo, sempre surgem outras tarefas mais urgentes e os “casos de uso”  ou histórias acabam ficando não condizentes com a realidade da aplicação.  Para muitos, isso pode soar como preciosismo porém imagine um contexto de um projeto open source… sem uma documentação bem feita, colaborar pode ficar bem difícil.

Um outro aspecto também é que desenvolvedores “não são muito amigos” de escrever documentos. Esta aí uma tarefa que vejo poucos colegas fazerem com prazer. Se puderem evitar, a grande maioria em minha humilde opinião,  evitarão fazê-lo.

Ferramentas como o pyccuracy, vem unir o “útil ao agradável”: vem possibilitar escrever testes, programando, e como resultado indireto obter uma excelente fonte para consultas.  Por permitir escrever os cenários  em linguagem natural (inglês e português) acabamos por ter um documento descrevendo o funcionamento esperado… as nossas histórias.

O pyccurace é todo feito em python usando o Selenium .  Para maiores detalhes recomendo uma visita a página do projeto.

A única coisa que tenho a dizer sobre ele é que bem que poderia ter uma implementação que usasse o WebDriver ao invés do Selenium RC. Acredito que ficaria bem mais rápido. Mas, até agora só temos versões estáveis do WebDriver para Java. A versão python está bem timida ainda.

Published by Andre, on março 12th, 2010 at 8:37 pm. Filled under: codigo,Java,python Tags: , , 1 Comment

usando o webdriver para fazer testes de aceitação

A pouco tempo consegui um brecha com ajuda da minha colega Arlene para implantarmos no projeto que estou trabalhando teste automatizados.  Com a carta de alforria em mãos partimos para pesquisar no mercado qual seria a melhor que se encaixaria em nosso contexto de aplicação.  Para que entenda,  trabalhamos com desenvolvimento de portal usando a ferramenta Lumis (eu trabalho na Lumis!!!).  Portais são aplicações bastante difíceis de serem testadas de forma automática; devido a questão do conteúdo dinâmico e pouco previsível não existe muita margem para que busque por padrões.

Com estas limitações em mãos, acabamos nos deparando com a api WebDriver . A um tempo atrás eu já tinha mexido um pouco com o selenium e adorei. Com isso, tentei achar algo que se assemelhasse a ele mas que me facilitasse a vida em relação a portais ( não tem muito como usar ids dos elementos no html, url não fixas, etc) . O webdriver, ao contrário do selenium, não é um javascript que executa dentro de uma página simulando a navegação… o webdriver é realmente um “envelope” em cima do seu navegador.  No caso do Firefox ele é uma extensão, no caso do Internet Explorer (blargh) ele usa as chamadas de control que ele proporciona, e por ai vai. Com isso, os teste ficam mais próximos da realidade de uso do usuário, e a api para escrever  os cenários mais simples.  Veja o trecho:

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WebDriver driver = new FirefoxDriver();
driver.get("http://localhost:8080/");
HomePage homePage = new HomePage(webDriver);
String valor = homePage.searchFirstItemforMoreRead();
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import java.util.List;

import org.openqa.selenium.By;
import org.openqa.selenium.WebDriver;
import org.openqa.selenium.WebElement;

public class HomePage  extends Page {
private static final String PAGE_TITLE = "teste";

public HomePage(WebDriver driver){
super(driver,PAGE_TITLE);
}

public AdminPage navegateToAdministration(){
webDriver.navigate().to(this.composeUrl("admin"));
return new AdminPage(webDriver);
}

public String searchOneTextOfDestaque3(){
return this.webDriver.findElement(By.xpath("//div[@class='destaques3']/h5/a")).getText();
}

public String searchFirstItemforMoreRead(){
return this.webDriver.findElement(By.xpath("//div[@class='aba_conteudo ativo']/ol[@class='mais_lidas']/li[@class='item1']/a/span")).getText();
}

public List searchDestaque3Texts(){
return this.webDriver.findElements(By.xpath("//div[@class='destaques3']/h5/a"));
}

}

Pelo exemplo acima fica fácil de ver o quão fácil é criar um teste em webdriver.  Recomendo experimentar

Published by Andre, on janeiro 27th, 2010 at 4:12 pm. Filled under: agil,atualidades,Java,TDD Tags: , , 4 Comments

Mais um pouco sobre testes automatizados

Se você é um leitor assíduo do meu blog, já deve ter percebido o quanto gosto de testes automatizados. Não só gosto como acredito neles e no retorno que eles proporcionam. Sempre que tenho a oportunidade procuro “vender esse peixe”. O interessante é que com isso acabei escutando alguns exageros que chegam a ser engraçados.  Um exemplo foi após uma conversa em que até rolou uma  sessão de codificação em par com a pessoa, no final, ela soltou a seguinte pérola :”Agora então não preciso mais do pessoal de teste“.  Opa! Devagar com o andor que o santo é de barro, meu amigo.

Antes que concorde com isso,  deixa eu mostra meu ponto de vista.  Teste automatizados ajudam muito e realmente tornam a vida do desenvolvedor e do cliente melhores.  Torna a vida do desenvolvedor mais fácil quando permite que ele faça seus testes rapidamente e detecte um erro o mais cedo o possível.  Para o cliente significa que a automação mais testes podem ser executados num tempo menor e com isso mais qualidade com menor custo.  Mas e a história do cara de teste, onde entra? Calma.  Para automatizar os testes devemos fazer algumas considerações e escolhas.  Para facilitar o que quero ilustrar, imagine um portal. Portais são aplicações webs muito interessantes, pois a cada acesso o seu comportamento pode mudar e isso não é necessariamente um erro.  Por isso, testes automatizados, em ambientes como estes são bem complicados de serem feitos e levam a gente a fazer algumas “adaptações”. Com isso,  os teste acabam validando parte das coisas e logo, ainda temos a necessidade de uma pessoa testando.  Entretanto, agora, essa pessoa não precisa estar testando tudo e qualquer coisa. Ele pode focar um pouco mais, realizando apenas verificações pontuais.

Outra frase que sempre escuto é a questão do recurso e gastos.  Geralmente quando converso com os gerentes sobre testes – principalmente os ditos PMI – eles quase que instantaneamente dizem que isto é inviável e trabalhoso. Bom, primeiro devemos definir o contexto:  se imaginarmos os famosos “cowboys“, rapaziada que desenvolve a culhão e não teste se o objeto que eles estão pegando é nulo, realmente testes automatizados são trabalhosos, pois não fazem nenhum.  Para aqueles que pretendem o mínimo de qualidade, dá para dizer que, realmente, NO INÍCIO,  testes automatizados demandam mais tempos, mais se olharmos ao longo da linha tempo esse custo se dilui e tende a zero. Isso porque, após todos os casos criados, o trabalho será de executá-los e mantê-los atualizados.  Fora que, imagine o custo de pessoas, máquinas, tempo,  para que a cada alteração que um desenvolvedor fizesse na aplicação, toda ela fosse retestada.

Enfim,  caso ainda não acredite em mim quando digo que ferramentas de testes são legais e estão aí para nos ajudar,  experimente e tire suas próprias conclusões. Duvido, sendo você empresário, gerente pmi, coordenador, desenvolvedor, cliente, etc no final não ficará pelo menos tentado a usar algum no seu próximo projeto.

Published by Andre, on janeiro 27th, 2010 at 3:59 pm. Filled under: atualidades,automação,Java Tags: , No Comments

Objetos trocam mensagens

Mais uma vez, devido a uma outra troca de e-mails,  vi um outro assunto super legal que gostaria de dividir com vocês.  A um certo tempo atrás, no blog do Calcado, li um artigo sobre o fato de objetos não serem atributos + funções. Neste artigo, o Calcado, mostra que os objetos ao invés de possuírem atributos e funções, eles na verdade possuem estados e comportamentos.  Reproduzindo um trecho do artigo :

Objetos não possuem propriedades + funções, eles possuemestado + comportamento. Você provavelmente vai usar atributos (i.e. variáveis de instancia) e funções (de instancia também) para implementar isso mas é um detalhe de implementação, não algo que deva ser exposto [sic]

Uma outra coisa que penso é que além disso que ele comentou, uma outra dificuldade que vejo no pessoal que está “montando” a arquitetura de sistemas, é definir como será a interação entre objetos.  Quem nunca ficou horas pensando onde colocar determinado método – “o método calcular preço  é da loja ou do produto?“; nome do método,  se deveria expor dados por get e set, etc .  Essa dúvidas vem da nossa visão equivocada da troca de dados entre objetos.

Se considerarmos que objetos não possuem métodos ou funções( função me parece tão modular e não OO) e sim “portas de entradas”.   Essas portas são como caixas de correio por onde enviamos e/ou recebemos mensagens com pedidos ou informações.  Para ficar mais fácil de entender,  imaginemos a situação de uma grande rede de lojas.  Esse grande rede possui diversas lojas, que possuem diversos produtos e clientes.  De cara, podemos dizer que temos 3 entidades :  Cliente, Produto e Loja.

Agora a pergunta: como você implementaria a lógica de obter preço – o cliente vai na loja, pega um produto e quer saber o preço.  Tenho certeza que alguns diriam que colocariam um método getPreco na classe de produto.  Outros fariam um PrecoControlador que pegaria o custo do produto e faria a operação de cálculo pegando a margem de lucro da loja, custo da loja e por seguiria…. Outros inventariam a classe preço que diante a loja e produto se calcularia….  De novo fazendo assim ainda estamos pensando em objetos como conjunto de funções e atributos e esquecendo da troca de mensagens.

Uma forma que vejo mais simples e mais expressiva de fazer (logo fica mais claro para entender o sistema) seria de perguntar para a loja o preço. Sendo assim, o cliente teria um produto e perguntaria a loja o preço. A loja consulta sua tabela de preço e responde.

Cliente  – pega produto —  > Produto

Cliente — informa o produto a loja –> Loja

Loja — consulta tabela –> Tabela

Loja — responde ao cliente –>

Fica bem elegante não… Mas se ainda não conseguiu ver:

class Andre  extends Cliente

Produto lapis = new Lapis();

double preco = lojaAbobrinha.qualEhOPreco(lapis);

..

Abobrinha extends Loja

double qualEhOPreco(Produto produto)

minhaTabelaPreco.qualPrecoAtual(produto);

Quem for fazer a manutenção do código,  só de ler, já começa a entender oque está acontecendo e começa deduzir as demais interações.

Published by Andre, on janeiro 12th, 2010 at 2:14 am. Filled under: agil,atualidades,Java Tags: , , 2 Comments