Archive for the ‘inteligencia coletiva’ Category

Escola é Fabrica de Fracassados

outubro 8th, 2009

No último horaextra surgiu um assunto que a um bom tempo me interesso e gostaria de escrever sobre : A formação educacional.  Tal coisa apareceu após falarmos dos perfis das pessoas que tem sucesso – financeiro, político, público, científico, etc – e notarmos que a grande maioria desses tinha algo em comum:  nenhum deles seguia algum padrão dito normal pela sociedade.  Isso nos leva a pensar que talvez a forma que estamos educando não seja a melhor forma pois, a maioria dos vitoriosos não seguiram esta trilha e os que ela seguem não tem grandes chances de sucesso.

Não existe uma formula secreta para ser famoso ou rico. Existe é trabalho, sorte e muito sacrifício. Infelizmente isso ninguém ensina nos colégios.

Nossas escolas baseiam sua forma de ensinar em padrões que foram determinados já faz um bom tempo (não tenho certeza mas a última reforma foi a 20 ou 30 anos) e, com isso, é de se esperar que nenhuma das crianças atuais não consigam mais achar interessante ou desafiador o fato de estudar. O pior de tudo, em minha opinião, é que as escolas acabam  se tornando fábricas de fracassados, com suas formulas, padrões generalizados e com seus modelos ultrapassados. Desconheço a escola onde se ensina a criança a ter uma relação saudável com dinheiro; desconheço a escola onde se ensine coisas simples como empreendorismo.  Poderia ficar nisso o tempo que quisesse (enumerando lições interessantes que deveriam ser dados porém não o são). A questão que o modelo educacional adotado data de séculos e nunca foi feito até então uma reforma profunda. O que tenho visto, nas ditas escola modernas, é apenas uma maquiagem ou nova roupagem para o velho modelo, como por exemplo de uso de computadores mas ainda insistem ensinar matemática através de “decoreba” de tabuada.

Cansei de ter professores, por exemplo, de português que gastavam todas suas energias em me ensinar todos os termos ortográficas, pronomes, análises sintáticas, etc entretanto, nunca perderam 5 minutos de suas preciosas vidas para dizer coisas simples como pontuação pode mudar o sentido do texto; sujeito oculto e indeterminado pode ser um recurso interessante para dar uma imagem da narrativa, pronomes demonstrativos carregam o sentido da distancia, e um monte de outras coisas que acabei aprendendo com jornalistas, escritores, menos com professores de português. Isso não se limita aqui, exemplo diversos existem em matemática, história – quantas não foram as aulas que escutei por longo tempo datas e nomes os quais nunca fizeram sentido; somente tiveram sentido quando decidi ler romances e estudos históricos com outros enfoques.

Se tudo isso já não fosse argumento suficiente para mostrar que escolas são fábricas de fracassados, ainda existe o fato de que elas não refletem a realidade da criança. Hoje, um menino (ou menina) já tem acesso a um mundo de informação e está num mundo onde a comunicação acontece de forma simples e sem fronteiras.  As respostas estão todas a um clique ou busca no Google. Não existe mais a necessidade de sermos memórias vivas… Precisamos desenvolver o raciocínio para processar essa volume assustador de informação que recebemos a cada segundo. Para piorar, em lugar nenhum, até mesmo em casa, ninguém nos ensina a sermos empreendores, a não tem medo de realizarmos nossos sonhos, de nos lançarmos ao desconhecido de peito aberto.

Quantas não são as pessoas que ficam em livrarias, para ser mais exato nas sessões de auto-ajuda, em busca de algo que traga uma formula secreta e infalível que a tornará o melhor profissional, melhor pai (ou mãe),  ficar rico, famoso, etc. Tudo isso vem da crença que nos é passada na infância que para tudo deve existir um método e que correr riscos é algo ruim. Gosto de citar como exemplo o fato de que o Bill Gates e do Steve Jobs não terem feitos faculdade e hoje são  uma das maiores fortunas do mundo.  A questão que fica é: a escola ajuda ou atrapalha.

Antes que comecem a pensar que devamos fechar todas as escolas e mantermos nosso filhos em casa, vamos com calma.  Nem tudo é ruim. A escola é importante entretanto ela deve se transformar, se redescobrir e ao seus métodos em nossa era.  Todos devemos saber escrever, fazer contas, etc a questão que isso pode ser ensinado de forma interessante do ponto de vista do aluno.  Não adianta achar que isso é apenas usar computadores e datashow para dar aula: deve-se entender a cultura formada em torno.  Além disso, o mundo precisa de pessoas que desafiem a ordem instaurada, inovadores, empreendores.

Por vezes a resposta está em quebrarmos paradigmas; o sucesso pode ser em fazer algo que saia do lugar comum e que até quebrar com crenças ; quanto não são as histórias de pessoas que para obter sucesso naquilo que gostam de fazer tiveram que romper laços com familia….

Precisamos quebrar essa fábrica de fracassados e começarmos a pensar que temos que formar gente diferente da maioria que está por ai.

Comparando arquivos – uma ideia de ferramenta

agosto 28th, 2009

A pouco empo atrás um colega me perguntou como ele poderia fazer para verificar se um dado arquivo texto era igual a outro.  A primeira resposta que me veio a cabeça foi de fazer um programa que comparasse linha a linha. A segunda solução ( esta não foi uma ideia minha) era de utilizar a assinatura MD5 de cada arquivo e comparar.  As duas soluções o atenderiam perfeitamente, onde a primeira iria precisar de um certo desenvolvimento e a segunda, ele poderia usar o md5sum e/ou outros softwares já existentes.

A questão que me surgiu, e uma ideia para uma ferramenta, era o que aconteceria se os dois arquivos tivessem os mesmos dados (textos por exemplo) porém um tivesse uma linha em branco a mais ou se num deles faltasse uma linha ? Possivelmente  a verificação com os métodos acima falharia (apesar de achar que o md5 ignora espaços em branco, imagina se colocasse um comentário a mais). Não seria interessante uma ferramenta que dissesse o quanto dois arquivos são semelhantes? Algo do tipo : “O arquivos A e B possuem 80% de similaridade”

Mas como seria possível fazer isso?

Bem, para aqueles que lêem este blog a um certo tempo (caso não seja seu caso dá uma olhada nos post antigos), sabe que tenho lido e estudo muito a questão de algoritmos de inteligência artificial para processamento de conhecimento coletivo. Num dos livros do assunto, “Programando Inteligência Coletiva” do Toby Segaran, logo nos primeiros capítulos ele ensina algumas técnica para que construa algoritmos de agrupamento de blogs, por exemplo. Tais algoritmos verificam o grau de similaridade das fontes e os agrega por proximidade.

Diante disso, se funciona para Blogs, logo isso funciona também para arquivos, ainda mais arquivos textos ou rtf (doc, odt, etc). Por isso penso, usando as dicas do livro, fazer uma ferramenta que lerá os arquivos e diagnosticará o grau de semelhança.

Prometo que assim que tiver algo coloco no github para a galera mexer, contribuir e usar. Aguardem.

Inteligência Coletiva – Uma visão geral

julho 26th, 2009

A pouco dias atrás, numa visita a livraria, acabei comprando, sem grande pretensões, o livro “Programando Inteligência Coletiva” (Editora O’REILLY /Altas BOOKS, autor Toby Segaran). Confesso que após as primeira palavras lidas, não consegui mais largar… “devorei-o”. O assunto da edição é super atual e, acredito, que todos que gostariam ou trabalharam com internet hoje deveriam ao menos folheá-lo, pois este é um conhecimento básico para saber entender e aproveitar o fenômeno que é a grande rede.
Antes de mais nada é interessante conceituar oque é Inteligência Coletiva
Muitos podem pensar que trata de algo paranormal ou de cunho psicológico, mas quando falamos dentro de um contexto tecnológico, inteligência coletiva é um conjunto de dados, comportamentos, preferências, etc. Isso não é algo que só tenha surgido com a internet; o conceito é anterior a isso, a questão que isso era feito ou disponibilizado de outras formas (censos, bibliotecas, etc).
Restringindo ainda mais o conceito, podemos dizer que ela representa os dados disponíveis na grande rede em diversos formatos ou mídias: blogs, sites de social, menseger, wikis, etc.

Terabytes de dados

Teras e mais Teras de dados a espera de uso…
Se pensarmos, atualmente, dentro da esfera da internet, temos uma quantidade absurda, até então inimaginável, de conteúdo “bruto” (por analisar) disponível. Esses dados se trabalhados por meio de algorítmicos ( que se apóiam em estatística básica e avançada) podem levar a conclusões, no mínimo, são geniais e interessantes. Não é a toa que diversos grandes “jogadores” (empresas) da WWW vem aos poucos trabalhando nessa questão. Quando digo “trabalhando” quero dizer milhões de dólares e.
Sistemas ditos inexpressivos, podem se tornar, em instantes, excelentes fontes de dados para definir padrões de comportamento de compradores, criar bases para sugestão de temas afins, etc. Ex: delicios, zebo, etc

Como trabalhar essa massa colossal de dados?
Como a promessa de uma web semântica (web 3.0) ainda está em fase embrionária, os recursos para “interligar” os conhecimentos (conteúdos) ainda é escasso. Com isso, precisamos contar com manipulações estatísticas, algoritmos baseados em inteligência artificial, etc.
Alguns poderiam dizer que poderíamos usar a questão das tags (meta tags que podem ser adicionadas ao html), mas só isso não é suficiente para categorizarmos, agruparmos, fazer inferências, entre outras coisas, de forma eficaz e eficiente.
Por meio de aplicações de modelos estatisticos (distribuição gaussianas, entropias, etc) é possível agrupar os dados em grupos de semelhantes e com isso tirar conclusões de tendências, comportamentos, etc. Além disso, se ainda utilizarmos recursos como redes neurais, algoritmos genéticos., etc é possível detectar padrões e por eles fazer inferências e tornar essa massa de dados um grande conjunto ativo de inteligência.

Quais são as possibilidades?
As possibilidades são infinitas e suas aplicações também. Podemos citar, apenas como exemplo, utilidades como: sugestão de produtos em sites de compras; determinar a melhor oferta para um determinado perfil de visitante do site; bases de conhecimentos; buscas semânticas; etc.

Quem são os jogadores(players) disso?
O maior de todos e mais conhecido é o Google. Alguns garantem que seu sucesso, inclusive, se deve a invenção do algoritmo PageRank (homenagem a Larry Page).

Conclusões
Em próximos post irei mostrar algumas aplicações práticas que fiz extrapolando os exemplos passados pelo livro. Posso adiantar que já tenho um prontinha quase “saindo do forno”.

Leia mais

http://www.readwriteweb.com/archives/linked_data_is_blooming_why_you_should_care.php

http://www.readwriteweb.com/archives/understanding_the_new_web_era_web_30_linked_data_s.php