A poucos dias atrás eu deu uma palestra numa PythonCampus ( foi na Estácio de Madureira) para um público de cerca de 50 a 80 pessoas. Nessa palestra, mesmo que o tema principal tenha sido falar de como fazer grandes produtos em python, aproveitei para passar alguns pontos de vista para a galera que está começando agora.
Antes de mais nada é válido dizer que apesar que já está a um bom tempo na estrada, por várias vezes me sinto como eles: sem saber para que lado “atirar”. Hoje, como profissionais de TI, somos bombardeados a todo momento com toneladas de post de blogs, twitters, artigos, livros, lista, etc dizendo qual será ou quais serão as próximas grandes tecnologias do momento. Frente a esse quantidade exagerada de coisas, ficamos num “mato sem cachorro” tentando dimensionar nosso tempo para investir em algo que nos garanta um bom futuro.
Bem frente a isso, tenho um péssima notícia: não tem uma resposta pronta, somente o famoso depende. Cada caso vai pedir uma coisa meu caro e quanto mais saber mais opções terá e com isso, mais chance de acertar a escolha.
Embora o assunto seja fascinante e dê “pano para a manga”, o que gostaria aqui, hoje, de falar é quanto a reaproveita conhecimento.
Voltando ao assunto da PythonCampus, durante a apresentação aproveitei para pergunta para a galera presente, como um pequeno censo, quantos usavam determinadas linguagem. As duas que foram mais votadas foram java e .Net. Um brve parenteses antes de continuar: Ao contrário do que a maioria pensa . NET não é uma linguagem e sim uma plataforma de desenvolvimento. Tanto que existe muitas linguagens que foram feitas para rodar dentro do .NET (C#, ASP.NET, VB.NET, IronRuby, IronPython, etc).
Dado que o mercado ainda demanda por profissionais que saibam usar essas duas tecnologias, .NET e Java, fiquei pensando como seria que uma pessoa poderia dar o passo adiante rumo a uma coisa mais produtiva e diferente. Quando falamos com alguém que a vida toda trabalhou com Freelas (aqueles projetos pessoais que a gente cobra; aquele site do tio- entendeu?) e que por isso usou bastante PHP, por exemplo, fica mais fácil apresentar para ele Python e Rails ; a pessoa já está acostumada com aquela natureza dinâmica e não burocrática e agora apenas aprenderá algo com mais ordem e etc.
Mas quando falamos de caras de Java, vem logo a imagem daquele moleque andando de roupa social ou terno pelo centro do rio e trabalhando em grandes consultorias que cobram os olhos da fuça para fazer um helloworld e ainda por cima não entregam no prazo e nem perto do que o usuário queria. Antes que me atirem pedras ou coisas afins, eu sei que nem toda a culpa é da linguagem tem muito do profissional. Tendo essa perfil em mente, fica díficil converser aquele cara que ele deve aprender outro coisa. Ele não quer se esforçar muito mais e fica colocando defeito nas coisas para justificar sua preguiça.
Diante esse cenário caótico fiquei matutando um jeito que poderia servir de transição suave e assim, sem grandes revoluções e sim evoluções, levaria aquele cara para dentro de um mundo novo de possibilidades.
Para o caso do java, graças ao grande oraculo, aka Google, eu encontrei o Grails. o Grails é um spin off do raisl para a plataforma java usando a linguagem Groovy que roda dentro da JVM. O GRails é uma implementação do rails em groovy. Segundo o próprio site do produto é rails melhorado pois pegar o que há de melhor e aprimorar frente as experiências da galera.
A parada é realmente boa e vale a pena baixar e testar. Com a vantagem de ainda ser Java embora a sintaxe do groovy seja muito produtiva caso resolva se lançar de cabeça. Assim como em Ruby on Rails, como muita pouca linha de código você consegue ter um site no ar.
Bem essa volta toda para dizer para a galera acordar para as coisas que estão acontecendo, para acordarem que não terão vida fácil, não existe mais a linguagem solução e sim uma caixa de ferramenta e por aí segue.
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