Hoje, na hora do almoço, tive uma conversa super legal com um colega do trabalho. Conversamos sobre a questão do conhecimento e como ele poderia ser difundido dentro da empresa. o assunto surgiu do fato de termos identificado que muitas empresas por onde passamos de diferentes tamanhos cometeram o erro de não cuidar da “circulação” da inteligência coletiva da equipe.
Tenho certeza que a maioria que está lendo esse artigo agora tem um exemplo de algum projeto que várias soluções foram adotadas, usadas, criadas, etc e por alguma razão obscura não foram documentadas. Daí um tempo depois um outro projeto precisa de algo parecido e ninguém lembra mais como foi feito aquela implementação e por fim, todos acabam salvos por algum tarado que guardou o código e lembrava de onde estava aquele algoritmo na montanha de classes. Exageros a parte, isso é um dos sintomas do problema que gostaria de conversar com vocês sobre.
Poucos times de desenvolvimento, pelo menos que eu conheço ou ouço falar – fora open source – tem um cuidado em manter o conhecimento. Manter conhecimento significa guardar esse aprendizado de alguma forma que permita que no futuro ele esteja disponível e facilmente seja encontrado. Quem pensou em base de conhecimento, acertou em cheio. Estou falando exatamente nisso. Em tempos que a rotatividade dos profissionais nos locais e projetos é alta, guardar o conhecimento e “organizá-lo” tornou-se o diferencial, “o pulo do gato” !. Os franceses tem uma excelente expressão para isso : “Savoir faire”…
Para fazer isso não precisa necessariamente ter uma mega ferramenta, com recursos mágicos e inteligência artificial. Podemos começar simples. Um bom primeiro passo seria até mesmo um arquivo texto.
Antes que nossos colegas gerentes pensem que essa é mais uma oportunidade para desperdiçar seus valiosos recursos (odeio esse termo), os ganhos são grandes demais para ignorá-los. Ao ter uma boa base de conhecimento a curva de produtividade de um novo membro é rápida; o cara novo “pertuba” menos os demais; etc.
Bem depois eu volto no assunto. Aguardo o comentários de vocês para enriquecer.
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Amigo, artigo bacana!
Só cuidado com o “paço”, no 4º parágrafo… acredito que vc queira ter dito PASSO… E no 5º parágrafo acredito que vc queira der dito “Antes que nossos colegas gerentes PENSEM que essa é…”
Abraço!
Marcelo, obrigado pelo aviso. Já corrigi e farei uma revisão do português.
É o chamado PMO (Project Management Office) citado no PMI.
Um setor na empresa responsável por armazenar e compartilhar o conhecimento adquirido em cada projeto dentro de uma empresa.
Infelizmente o “custo” para a criação de um PMO eficiente ainda é visto como inviável pela maioria das empresas.
Muitas não querem manter um setor na empresa que não é ligado diretamente a produção, além é claro de não darem a devida importância à documentação de projetos, requisito fundamental para a criação de um PMO.
Aí que coloco a minha pergunta: por que acham que vale a pena ? Mais cedo ou mais tarde vão ter que pagar um preço por não manterem o conhecimento de forma organizada.
Bases de conhecimentos são mais que luxo, são componentes vitais para a longevidade da empresa.
Por que tem gente que compra roupa de marca mas não tem um plano de saúde decente?
Por que tem gente que anda de carro zero mas mal tem dinheiro para botar gasolina?
Nem sempre a noção de prioridade das pessoas segue um padrão racional de custo/benefício.
Além disso a pressão em empresas por resultados imediatos muitas vezes suprimem qualquer argumento relacionado a um crescimento sustentável.
A diferença entre boas empresas e más empresas? A diferença de pessoas de sucesso e pessoais “normais”? A capacidade de enxergar no longo prazo e não ceder a pressão pela compensação imediata.
[...] Bases de Conhecimento – Andre Fonseca (Blog do Andre Fonseca); [...]