Fork me on GitHub

Viagens, opiniões e afins

by Andre Fonseca


usando o webdriver para fazer testes de aceitação

A pouco tempo consegui um brecha com ajuda da minha colega Arlene para implantarmos no projeto que estou trabalhando teste automatizados.  Com a carta de alforria em mãos partimos para pesquisar no mercado qual seria a melhor que se encaixaria em nosso contexto de aplicação.  Para que entenda,  trabalhamos com desenvolvimento de portal usando a ferramenta Lumis (eu trabalho na Lumis!!!).  Portais são aplicações bastante difíceis de serem testadas de forma automática; devido a questão do conteúdo dinâmico e pouco previsível não existe muita margem para que busque por padrões.

Com estas limitações em mãos, acabamos nos deparando com a api WebDriver . A um tempo atrás eu já tinha mexido um pouco com o selenium e adorei. Com isso, tentei achar algo que se assemelhasse a ele mas que me facilitasse a vida em relação a portais ( não tem muito como usar ids dos elementos no html, url não fixas, etc) . O webdriver, ao contrário do selenium, não é um javascript que executa dentro de uma página simulando a navegação… o webdriver é realmente um “envelope” em cima do seu navegador.  No caso do Firefox ele é uma extensão, no caso do Internet Explorer (blargh) ele usa as chamadas de control que ele proporciona, e por ai vai. Com isso, os teste ficam mais próximos da realidade de uso do usuário, e a api para escrever  os cenários mais simples.  Veja o trecho:

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WebDriver driver = new FirefoxDriver();
driver.get("http://localhost:8080/");
HomePage homePage = new HomePage(webDriver);
String valor = homePage.searchFirstItemforMoreRead();
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import java.util.List;

import org.openqa.selenium.By;
import org.openqa.selenium.WebDriver;
import org.openqa.selenium.WebElement;

public class HomePage  extends Page {
private static final String PAGE_TITLE = "teste";

public HomePage(WebDriver driver){
super(driver,PAGE_TITLE);
}

public AdminPage navegateToAdministration(){
webDriver.navigate().to(this.composeUrl("admin"));
return new AdminPage(webDriver);
}

public String searchOneTextOfDestaque3(){
return this.webDriver.findElement(By.xpath("//div[@class='destaques3']/h5/a")).getText();
}

public String searchFirstItemforMoreRead(){
return this.webDriver.findElement(By.xpath("//div[@class='aba_conteudo ativo']/ol[@class='mais_lidas']/li[@class='item1']/a/span")).getText();
}

public List searchDestaque3Texts(){
return this.webDriver.findElements(By.xpath("//div[@class='destaques3']/h5/a"));
}

}

Pelo exemplo acima fica fácil de ver o quão fácil é criar um teste em webdriver.  Recomendo experimentar

Published by Andre, on janeiro 27th, 2010 at 4:12 pm. Filled under: agil,atualidades,Java,TDD Tags: , , 4 Comments

Mais um pouco sobre testes automatizados

Se você é um leitor assíduo do meu blog, já deve ter percebido o quanto gosto de testes automatizados. Não só gosto como acredito neles e no retorno que eles proporcionam. Sempre que tenho a oportunidade procuro “vender esse peixe”. O interessante é que com isso acabei escutando alguns exageros que chegam a ser engraçados.  Um exemplo foi após uma conversa em que até rolou uma  sessão de codificação em par com a pessoa, no final, ela soltou a seguinte pérola :”Agora então não preciso mais do pessoal de teste“.  Opa! Devagar com o andor que o santo é de barro, meu amigo.

Antes que concorde com isso,  deixa eu mostra meu ponto de vista.  Teste automatizados ajudam muito e realmente tornam a vida do desenvolvedor e do cliente melhores.  Torna a vida do desenvolvedor mais fácil quando permite que ele faça seus testes rapidamente e detecte um erro o mais cedo o possível.  Para o cliente significa que a automação mais testes podem ser executados num tempo menor e com isso mais qualidade com menor custo.  Mas e a história do cara de teste, onde entra? Calma.  Para automatizar os testes devemos fazer algumas considerações e escolhas.  Para facilitar o que quero ilustrar, imagine um portal. Portais são aplicações webs muito interessantes, pois a cada acesso o seu comportamento pode mudar e isso não é necessariamente um erro.  Por isso, testes automatizados, em ambientes como estes são bem complicados de serem feitos e levam a gente a fazer algumas “adaptações”. Com isso,  os teste acabam validando parte das coisas e logo, ainda temos a necessidade de uma pessoa testando.  Entretanto, agora, essa pessoa não precisa estar testando tudo e qualquer coisa. Ele pode focar um pouco mais, realizando apenas verificações pontuais.

Outra frase que sempre escuto é a questão do recurso e gastos.  Geralmente quando converso com os gerentes sobre testes – principalmente os ditos PMI – eles quase que instantaneamente dizem que isto é inviável e trabalhoso. Bom, primeiro devemos definir o contexto:  se imaginarmos os famosos “cowboys“, rapaziada que desenvolve a culhão e não teste se o objeto que eles estão pegando é nulo, realmente testes automatizados são trabalhosos, pois não fazem nenhum.  Para aqueles que pretendem o mínimo de qualidade, dá para dizer que, realmente, NO INÍCIO,  testes automatizados demandam mais tempos, mais se olharmos ao longo da linha tempo esse custo se dilui e tende a zero. Isso porque, após todos os casos criados, o trabalho será de executá-los e mantê-los atualizados.  Fora que, imagine o custo de pessoas, máquinas, tempo,  para que a cada alteração que um desenvolvedor fizesse na aplicação, toda ela fosse retestada.

Enfim,  caso ainda não acredite em mim quando digo que ferramentas de testes são legais e estão aí para nos ajudar,  experimente e tire suas próprias conclusões. Duvido, sendo você empresário, gerente pmi, coordenador, desenvolvedor, cliente, etc no final não ficará pelo menos tentado a usar algum no seu próximo projeto.

Published by Andre, on janeiro 27th, 2010 at 3:59 pm. Filled under: atualidades,automação,Java Tags: , No Comments

Histórias Técnicas – eles devem estar no backlog?

Jack Milusnk, em seu blog The Agile Buddy Blog, escreveu um excelente post sobre a questão da histórica técnica. Em tomei a liberdade de escrever uma versão (não tradução) em português do texto. Para quem quiser ler o texto original, acesso o post aqui. Comentários com ajuda na tradução e opiniões são bem vindo.

Se você ainda não é um membro do grupo de desenvolvimento SCrum do yahoo, você deve considerar se juntar rapidamente. Existe, no fórum, uma verdadeira fortuna de informação que a todo tempo muda de mão e, você pode muito nas interação que acontecem ali. Inclusive, recentemente  houve um intenso e caloroso debate sobre a questão das histórias “técnicas” (talvez aqui fosse melhor o termo – backlog técnico;<em>technical stories</em>
A questão acima foi se um débito técnico deveria ou não aparecer no backlog do time. Se eles aparecem no backlog, significa que coisas técnicas podem ser priorizadas pelo P.O. (product owner – dono do produto). Isto não parecer ser uma boa ideia pois, o PO, na maioria dos casos, irá dar mais valor para as funcionalidades e <em>features</em> do sistema dele em detrimento a parte técnica. Um exemplo disso, histórias técnicas, seria : “Instalar o Cruise Control”; alterar o banco de dados de MySQL para Oracle, configuração do VMWare etc. A maioria dos grandes pensadores e formadores de opinião do fórum, argumentaram que histórias técnicas de forma alguma deveriam aparecer no backlog. Mas tudo que precisa de recurso de desenvolvimento deveriam aparecer no backlog.
Se der uma olhada na definição vind do guia do Scrum (scrum guide no scrum.orgs), encontrará o seguinte:
“O backlog do sprint consiste nas tarefas que o time deve realizar para incrementar o backolog do produto na direção do status pronto… Isto é, todo o trabalho que o time identifica como necessário para atingir o objetivo do sprint.”
Então, qual é a resposta correta?
Minha resposta é que depende… depende do contexto. Por exemplo, se a definição de pronto leva em conta ter testes unitários, testes de aceitação automatizados, etc, então estes itens não precisam estar explicitamente identificados no backlog. Isto é, coisas que são feitas pelo time e não existe negociação. Assim, as estimativas precisam incluir o tempo necessário para completar todos estes elementos que fazem parte do conceito de pronto.
Naquelas situações, onde um dos membros sugere – “Como membro da equipe de desenvolvimento, eu quero que os testes unitários existentes devem ser executados pelo Cruise Control ( integração contínua) de modo que eu sei quando algo quebra”. Bem, esta é uma história bem escrita e que define bem a necessidade, mas ela não tem nenhum valor final para o usuário (PO), pelo menos não diretamente. Neste caso específico, eu sugiro o seguinte:
Este tipo de história, definitivamente, não pertence ao backlog do produto, mas pode ser uma tarefa que existiria no backlog do sprint. Alguns amantes de XP poderiam dizer que não faz sentido por trabalharem sempre no nível de histórias, para o planejamento, enquanto que o Scrum fala mais em tarefas.  Se o time estiver trabalhando com tarefas, este tipo de atividade – histórias técnicas – devem aparecer no backlog e ter o esforço estimado. A maioria das pessoas de XP vão dizer que é isso é micro-gestão.

Se você ainda não é um membro do grupo de desenvolvimento SCrum do yahoo, você deve considerar se juntar rapidamente. Existe, no fórum, uma verdadeira fortuna de informação que a todo tempo muda de mão e, você pode muito nas interação que acontecem ali. Inclusive, recentemente  houve um intenso e caloroso debate sobre a questão das histórias “técnicas” (talvez aqui fosse melhor o termo – backlog técnico;<em>technical stories</em>A questão acima foi se um débito técnico deveria ou não aparecer no backlog do time. Se eles aparecem no backlog, significa que coisas técnicas podem ser priorizadas pelo P.O. (product owner – dono do produto). Isto não parecer ser uma boa ideia pois, o PO, na maioria dos casos, irá dar mais valor para as funcionalidades e <em>features</em> do sistema dele em detrimento a parte técnica. Um exemplo disso, histórias técnicas, seria : “Instalar o Cruise Control”; alterar o banco de dados de MySQL para Oracle, configuração do VMWare etc. A maioria dos grandes pensadores e formadores de opinião do fórum, argumentaram que histórias técnicas de forma alguma deveriam aparecer no backlog. Mas tudo que precisa de recurso de desenvolvimento deveriam aparecer no backlog. Se der uma olhada na definição vind do guia do Scrum (scrum guide no scrum.orgs), encontrará o seguinte:”O backlog do sprint consiste nas tarefas que o time deve realizar para incrementar o backolog do produto na direção do status pronto… Isto é, todo o trabalho que o time identifica como necessário para atingir o objetivo do sprint.”Então, qual é a resposta correta? Minha resposta é que depende… depende do contexto. Por exemplo, se a definição de pronto leva em conta ter testes unitários, testes de aceitação automatizados, etc, então estes itens não precisam estar explicitamente identificados no backlog. Isto é, coisas que são feitas pelo time e não existe negociação. Assim, as estimativas precisam incluir o tempo necessário para completar todos estes elementos que fazem parte do conceito de pronto.Naquelas situações, onde um dos membros sugere – “Como membro da equipe de desenvolvimento, eu quero que os testes unitários existentes devem ser executados pelo Cruise Control ( integração contínua) de modo que eu sei quando algo quebra”. Bem, esta é uma história bem escrita e que define bem a necessidade, mas ela não tem nenhum valor final para o usuário (PO), pelo menos não diretamente. Neste caso específico, eu sugiro o seguinte:Este tipo de história, definitivamente, não pertence ao backlog do produto, mas pode ser uma tarefa que existiria no backlog do sprint. Alguns amantes de XP poderiam dizer que não faz sentido por trabalharem sempre no nível de histórias, para o planejamento, enquanto que o Scrum fala mais em tarefas.  Se o time estiver trabalhando com tarefas, este tipo de atividade – histórias técnicas – devem aparecer no backlog e ter o esforço estimado. A maioria das pessoas de XP vão dizer que é isso é micro-gestão.

Published by Andre, on janeiro 21st, 2010 at 1:41 pm. Filled under: agil,scrum Tags: , , , , , , No Comments

Sprint Day para fazer o site do PythonCampus

Hoje, o pessoal da pythonOnRio, #horaextra, dojoRio, e muitos outros se encontraram na Myfreecomm para fazermos um Sprint Day para fazermos o site do PythonCampus. O PythonCampus é uma iniciativa da galera de levar uma caravana de pessoas apaixonadas por tecnologia para as universidades para mostrar que é possível transformar a paixão por tecnologia em uma carreira de sucesso.

Essa iniciativa vem desde do ano passado e já percorreu diversas entidades no rio e em outras cidades, sendo um sucesso por onde passa.  Mas sempre sentíamos falta de termos um canal de comunicação, mais precisamente, um site.  Um site onde pudéssemos colocar mais informações sobre essa galera, oque fazemos, como fazemos, como nos contactar, página de eventos, etc.  Tudo isso começa a se tornar possível graças a um dia como hoje.

Nesse dia, várias pessoas se juntaram no escritório da MyFreeComm, no rio de janeiro, em pleno feriado com dia ensolarado e com céu azul, para fazer um sprint de um dia onde o objetivo era fazer o máximo possível para colocar um site para a nossa comunidade no ar.

O primeiro desafio vou descobrir o que fazer. Henrique Bastos orquestrou os trabalhos e durante toda a manhã, promoveu brainstorms, backlog plaining, e outras coisas tão interessante quanto.  Apesar de termos demorado um pouco mais do que eu gostaria, o resultado não poderia ser melhor: começamos nossa tarde com um backlog muito bem definido, como a ideia geral do que queremos para o site e com todos os integrantes vibrando na mesma frequência.

Terminado nossa reunião partimos direto para colocarmos as coisas em prática.  Alguns estavam incrédulos quanto ao fato de conseguirmos entregar o site funcional em apenas um dia.  E foi exatamente isso que aconteceu.

Em breve coloco os links para as fotos do making off.     E para quem duvidou : pythoncampus.org

Published by Andre, on janeiro 20th, 2010 at 7:55 pm. Filled under: django,eventos Tags: , , No Comments