Em meu trabalho atual, devido a natureza dos sistemas serem industriais e com isso poderem se ocorrer algum defeito parar a linha de produção, sou obrigado a ficar de plantão ou prontidão (como queiram chamar). Esse plantão me proporciona situações no mínimo interessante e algo que gostaria de comentar.
Uma das primeiras coisas que aprendi ao longo desse trabalhando, é que se existe algo que funcionava e “de repente” parou de funcionar, devemos procurar o que mudou, qual é o fato novo em relação a antes. Pode parecer óbvio, mas nem sempre que “atuando” no problema tem essa percepção e por isso faz diagnósitcos errados, precipitados e podem nos levar a um caminho ruim caso sejam eles nossos interlocutores. Uma outra coisa legal que venho fazendo e posso dizer que funciona é a técnica do 5 por ques: nada resiste a isso. Certamente, caso quem esteja falando com você for minimamente inteligente e honesto, em menos de 5 por ques você chegará a causa raiz do problema. Uma outra coisa interessante é aprender a transformar um problema grande em diversos pequenos problemas. Ao fazer isso, fica, aparentemente, mais fácil de atacar, pois você atua em ordem e prioridade e vai restabelecendo o funcionamento aos poucos.
Tudo isso, como já disse antes, pode parecer óbvio mas em quase totalidade dos casos que sou “acionado” por alguém devido a um problema em um sistema, quase sempre o pessoal que está lá não fez nenhum tipo de analise preliminar, muito menos seguiu os passos acima. Até mesmo colegas de equipe teimam em não seguir este passo a passo. Não quer dizer que caso você o siga, todos os seus problemas irão se resolver, não é isso! A questão que o procedimento acima ajuda a organizar a forma de “atacar” evitando assim aquela enxurrada de esforço inutil.
Voltando a técnica que uso, geralmente, caso esteja disponivel, gosto de analisar os problemas com o quadro branco: primeiro faço uma lista de quais foram as modificações feitas nos últimos dias que possam afetar o funcionamento do sistema; faço um desenho “espinha de peixe” para saber quais são os pontos envolvidos naquele processo e assim determinar quais são os potenciais pontos de falha. De posse destas duas coisas, eu passo a analisar. Uma outra coisa é tentar reduzir ao máximo o universo de atuação. Isso se obtem pela simples exclusão das variaveis envolvidas. Desligue parte do sistema, emule o banco de dados, faça testes na rede, etc.
Por fim, se tudo não funcionar peça ajuda a Deus… brincadeira, creio nele mas pode pedir ajuda para um colega com a cabeça mais tranquila e fresca que a sua
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